Cansado de PPTs? Conheça o Prezi

Olá Pessoal,

Que tal aprender a usar o Prezi? A minha aluna do curso de pós-graduação em Tecnologias aplicadas à Educação fala sobre a sua experiência e dá as dicas certas…

Link : Cansado de PPTs? Conheça o Prezi

Recapitulando…porque recordar é convergir!

Olá pessoal!

Como cada vez mais trabalhamos em rede, nos tornarmos corresponsáveis na solução de problemas. Logo, precisamos responder a um chamado quase que prontamente oferecendo a nossa solução ou opinião, e quando não temos a resposta, reencaminhamos para outro essa tarefa.

Todo esse processo é amparado tecnologicamente por ferramentas que exemplificamos a seguir. Eu sei que muitas delas é bastante conhecida para o internauta, mas não custa recapitularmos, para lembrarmos que elas estão em nossa base de possibilidades (ainda mais quando todas podem ser utilizadas em uma mesma plataforma como o desktop, o tablet e o celular – Viva a convergência!)

 Email: permite uma discussão assíncrona entre no mínimo  duas pessoas. É uma das ferramentas de comunicação virtual mais conhecida e utilizada por todos os que navegam pela internet. Oferece velocidade na transmissão das mensagens, facilidade de armazenamento e de circulação de informações. Pode ser endereçado para destinatário(s) direto(s) e indireto(s), com mensagens com cópias ocultas e reencaminhadas. Há a possibilidade de se anexarem arquivos em diferentes formatos.

Exemplos: Gmail, Hotmail.

Chat (sala de bate-papo): permite a realização de conversas multiparticipativas síncronas, onde os participantes comunicam-se preferencialmente por texto. Há recursos adicionais de conversar por voz e através da webcam. Na Educação é usado em sessões de esclarecimento de dúvidas dos alunos, discussão de ideias, onde o professor estabelece um horário de atendimento.

Exemplos: Gtalk , MSN

Fórum: ferramenta assíncrona que atua como espaço de debates virtuais onde reúne opiniões de um grupo de pessoas. No ambiente é possível publicar, ler e comentar mensagens próprias e a de outros participantes. Toda discussão fica registrada e armazenada em uma página web.

Exemplos: Fórum UOL de Jogos, Forumeiros

Blog (weblog): página pessoal publicada na internet, diferente de uma página web porque se assemelha a um “diário pessoal”. Possui facilidade de atualização e construção de texto autoral, podendo publicar as opiniões de um ou mais autores, links interessantes, fotos e imagens, dentre outros. As ferramentas de criação e manutenção de blogs permitem a edição e postagem gratuita de textos na web sem qualquer conhecimento de linguagem de programação.

Exemplos: Blogger, WordPress

 Aqui eu faço um adendo: uma forma reduzida e particular de se comunicar através de mensagens rápidas e do cotidiano é o microblogging, que tanto pode ser uma funcionalidade dentro de uma rede social  (o Facebook , por exemplo, incluiu essa modalidade de comunicação bem depois de sua criação) ou um serviço próprio, como os casos do Twitter e do Identica, sendo que este último tem código aberto e pode ser reutilizado.

Wikis: páginas publicadas na internet em formato de hipertexto, cujo conteúdo pode ser revisado, modificado ou sofrer acréscimo por qualquer usuário, leigo ou especialista, conhecedor do mesmo assunto. Suas características mais marcantes são a colaboração e a dinamicidade. A filosofia das wikis é a colaboração espontânea e a construção livre e gradual de um repositório de conhecimento para domínio público.

Exemplos: Wikipedia, PBWorks

Videoconferência: incorpora as vantagens dos chats, somando o recurso de emissão e visualização de imagens dos interlocutores em vídeo. Se em outras ferramentas, mensagens faciais não-verbais não podiam ser valorizadas, através do uso de pequenas webcams os integrantes podem ver como se comportam fisicamente seu parceiros no diálogo, e vice-versa.

Exemplos: Skype,ooVo

 

Podcast: página, site ou local onde os arquivos de áudio estão disponibilizados para download. Os podcasts podem ser guardados no computador e/ou disponibilizados na internet, podendo ser vinculados a uma página ou blog. Podcasting caracteriza-se como o ato de gravar ou divulgar os arquivos na web. Podcaster: é o indivíduo que produz, grava e desenvolve arquivos no formato de áudio sem precisar ir ao site do produtor.

Ex.: Poderator, Podomatic, PodcastOne

Claro que as possibilidades aqui não são exaustivas, mas é sempre bom tê-las em mente em uma situação de emergência. Eu mesma lancei mão de várias delas para estudar e para compartilhar conteúdo.. e você qual delas mais utiliza no seu dia-a-dia?
Let´s Puzzle!

Podcast: Possibilidades Pedagógicas

A facilidade de troca e a gratuidade das ferramentas disponíveis na internet possibilitaram a dinâmica de trabalho e a comunicação a distância. Hoje é comum estarmos sentados em frente ao computador ou usando nossos celulares para responder um email, comentar uma mensagem, marcar encontros, registrar um acontecimento e resolver questões profissionais.

O podcasting (combinação da palavra iPod e broadcasting) é um modo de difusão de emissões de rádio. Através de subscrição de um “feed RSS”, e com a ajuda de um programa específico, pode-se descarregar automaticamente para o nosso computador ou  iPod.

De acordo com Medeiros (2006), a palavra podcasting foi usada pela primeira vez pelo jornal britânico “The Guardian” em 2004. O artigo cita a facilidade com que o usuário pode produzir “programas de rádio” utilizando um MP3 player (como um IPod), um software de áudio acessível e um blog para a publicação do programa.

Em 2004, o primeiro número do Podcast foi produzido por Adam Curry (DJ da MTV) e Dave Winer (criador de software) , que desenvolveram um programa que permitia descarregar automaticamente transmissões de rádio na internet diretamente para os seus iPods.

Em relação ao formato, o podcast assemelha-se muito a um blog devido às seguintes fatores:

  • Ambos permitem a utilização de textos, imagens, áudio, vídeo e hipertexto.
  • São de fácil utilização e atualização sem a necessidade de conhecimentos profundos em informática, principalmente na área de programação.
  • Possuem grande variedade de servidores disponibilizados gratuitamente na internet.
  • São organizados por meio de posts que podem ser produzidos individual ou coletivamente.
  • Podem ser livres ou mediante cadastro de email para acessar o material publicado.

Segundo Salmon et al (2008 apud FURTOSO et al, 2011) há duas variações de podcasts:  o videocast (áudio, imagem e vídeo) – O vodcast ou videocast que corresponde à comunicação de vídeos através da internet. Enhanced podcast, que além de áudio, imagem e vídeo, inclui hiperligações entre diferentes elementos.

Junior et al (2009) adicionam mais uma variação:  o mobcast que  envolve o uso de telefones celulares conectados à internet, onde o utilizador pode fazer downloads de arquivos, gravar vídeos, bem como, enviá-los pelo seu aparelho, garantindo, assim, que o utilizador possa ouvir e assistir ao que quiser, em qualquer hora e no lugar que desejar. No entanto, a disponibilidade dessas funções depende dos serviços oferecidos pela operadora e das características do dispositivo móvel utilizado.

Quanto à produção e recepção de documentos áudio, Medeiros (2006) define quatro modelos para o podcast:

  • Modelo Metáfora: possui características semelhantes a um programa de rádio convencional: locutor/apresentador, blocos musicais, vinhetas, notícias, entrevistas etc.
  • Modelo Editado: as emissoras de rádio editam os programas que foram veiculados, disponibilizando-os em seu site para que depois sejam acessados pelos ouvintes que não puderam acompanhá-los em tempo real.
  • Modelo Registro: conhecido como audioblog possui temas diversificados: aulas, livros, sermões, guias de turismo, matérias jornalísticas etc.
  • Modelo Educacional: muito associado à modalidade de ensino a distância, permite a disponibilização de aulas na web. Também possui grande potencial no ensino presencial, pois pode ser utilizado para disponibilizar aulas lecionadas, integrar comentários aos blogs e enriquecer o conteúdo ministrado.

Ferramentas para Gravação e Edição de Episódios de um Podcast

BARCA et al. (2007) apresentam três categorias de ferramentas para a criação de podcasts: 1) as ferramentas de gravação e edição de áudio localmente instalados no computador; 2) as ferramentas que permitem a gravação de áudio online e a disponibilização gratuita de podcasts na web; 3) as ferramentas de gravação e edição de vídeo e áudio – videocast.

Gravação e Edição de Áudio

O software livre Audacity é uma ferramenta que edita e mixa arquivos de áudio nos formatos WAV, AIFF, MP3 e OGG, que poderão ser gravados por meio do seu microfone ou por uma entrada de linha quanto importados do computador. Ele possui recursos bastante apreciáveis, tais como, Copiar, Recortar, Colar, Misturar; adicionar efeitos de amplificação, fade in e out, reverberação, eco, e faz tratamento do som ao nível da equalização.

Vale ressaltar que para utilizar essa ferramenta é necessário fazer download para a sua máquina. Após esse passo, testamos a ferramenta utilizando um arquivo de áudio disponível em nosso computador consultando alguns tutoriais disponíveis na web para editá-lo.

A fim de montar e divulgar os seus podcasts?

Uma opção é participar do portal PodcastOne, onde você poderá criar uma conta e postar as suas produções, além de escutar muitas outras sobre diversos temas . O serviço oferece 500 MB de espaço gratuito, um tamanho suficiente para a publicação dos arquivos MP3. Os usuários também podem criar um perfil com suas informações pessoais e usar tags para classificar os seus podcasts. A interface do serviço é intuitiva e, o melhor é que a página está toda em português.

Gravação de Áudio  Online
 

O PodOmatic é uma ferramenta ideal para realizar gravações em lugares remotos, sem a necessidade de instalar um software, ou seja, os podcasts podem ser gravados diretamente na página web ou enviados no formato MP3. Embora o PodOmatic possua planos pagos, a versão gratuita possui um bom espaço em disco (500MB) com 15 GB de tráfego mensal.

Testamos o ambiente e verificamos que a sua interface é amigável. Depois de criada a conta, podemos configurar o nosso espaço e perfil, personalizar o layout usando as templates disponibilizadas ou as nossas próprias imagens. O próximo passo é acompanhar os tutoriais e iniciar a construção de podcasts.

Possíveis utilizações didático-pedagógicas dos Podcasts

O podcast desponta como uma alternativa prática de baixo custo, favorecendo uma metodologia de ensino e aprendizagem bastante motivadora, que pode proporcionar ao aluno um papel ativo na construção do saber, saindo do papel de mero receptor para ser um emissor e produtor de informação na web.

Ao utilizar um podcast, o professor pode aliar informação e dinamismo às suas aulas. Mas antes de selecionar uma das ferramentas disponíveis, será necessário que ele avalie e teste as facilidades e dificuldades que cada uma delas pode apresentar. Após dar esse passo, o professor poderá disponibilizarmateriais didáticos, documentários, entrevistas, explicações das suas aulas em formato áudio que poderão ser acessadas e ouvidas pelos alunos a qualquer hora do dia e em qualquer lugar, podendo ser baixada até mesmo para um dispositivo móvel. O podcast permite que professores e alunos interajam sob a forma de comentários deixados no aplicativo.

Para efetuar gravações não dependemos de muitos recursos para que elas fiquem com uma qualidade satisfatória, basta que sejam gravadas em ambientes com pouco barulho. Quanto maior for a criatividade, melhor será o resultado final. Por isso, se combinarmos outros efeitos de som às nossas gravações, elas ficarão mais atrativas e contextualizadas.

Na Figura 1, exemplificamos o uso de podcasts na página do professor de tecnologias Gustavo Guanabara – criador do GuanaCast.

Segundo BARCA et al. (2007) a utilização de podcasts em Educação pode trazer vantagens dentre as quais destacaremos:

  • Maior interesse no acesso aos conteúdos devido a novidade trazida pela ferramenta.
  • Favorece os diferentes ritmos dos alunos para aprendizagem, pois eles poderão escutar várias vezes uma gravação, podendo compreender melhor o conteúdo.
  • A possibilidade da aprendizagem fora do espaço escolar. Os alunos poderão escutar as aulas ou as explicações dos conteúdos pelo celular em ônibus, em casa, na academia etc.
  • Se os alunos forem incentivados a gravar episódios aprenderão muito mais, pois terão uma maior preocupação ao elaborar um bom texto e disponibilizar um material coerente para compartilhar com a turma.
  • Falar e ouvir constitui uma atividade de aprendizagem mais significativa do que o simples ato de ler, coadunando com o universo multimídia o qual o aluno está inserido no seu dia a dia.

Os podcasts também podem ser uma alternativa para o ensino e aprendizagem e trazer benefícios aos alunos que são deficientes visuais, pois permite que os mesmos tenham acesso às aulas através de gravações em formato áudio.

Que tal entrarmos no universo podcaster?
Let’s Puzzle!

1º Seminário Tecnologias Educacionais Aplicadas da turma PGTIAE

Falamos muito sobre projetos colaborativos na Educação. Na teoria é muito fácil. Na prática é um grande desafio. Diferenças, discussões, prazos adiados, um que se dedica e outro que “enrola”.  Alunos e professores (que como todo mundo) têm outras prioridades. O lance é trazer à cena todos os obstáculos e buscar soluções com o grupo, pois se acreditarmos que é possível traçar um novo rumo na prática pedagógica, todo esforço valerá a pena. O resultado final surpreenderá!

Como professora de uma turma de adoráveis “marmanjos”, aprendo a cada dia que é importante termos sensibilidade para apostarmos no potencial de alunos que se dedicam à sua própria auto-formação. Uma turma de pós-graduação que às sextas-feiras se desloca para a Ilha do Fundão para estudar tecnologias aplicadas à Educação durante 1 ano e meio. Na boa.. Esse cara é um vencedor!

Certamente cada aluno tem muito a dizer e a compartilhar com os demais. Muitos universos em uma única sala. Como diria Gil Giardelli, o professor “não pode usar velhos mapas, para descobrir novas terras”. Inspirada nessa ideia, organizei com a minha turma o  1º Seminário do Curso de Pós-graduação em Tecnologias da Informação Aplicadas à Educação (PGTIAE) do iNCE/UFRJ que de “quebra” vai contar com a palestra de abertura (adivinhe de quem?) do Gil Giardelli (o cross media man mais antenado no momento) #pausaprarasgarseda.

Confiram a divulgação e página do evento:

“Venha participar do 1º Seminário do Curso de Pós-graduação em Tecnologias da Informação Aplicadas à Educação (PGTIAE) do iNCE/UFRJ, que será realizado no dia 18 de novembro de 2011.

O evento é uma iniciativa da turma de 2010 e tem como proposta apresentar tendências tecnológicas voltadas para a aprendizagem acadêmica e corporativa. Serão apresentados relatos de experiência, projetos e possibilidades de uso de ferramentas inovadoras para o ensino-aprendizagem.

Palestra de abertura: Gil Giardelli

Acompanhe o evento no Twitter através das hashtags: #pgtiae2010 e #1seminariopgtiae “

Folder do Evento

A expectativa é grande. E a sua presença será fundamental para compormos a história de sucesso de um grupo. #ficaoconvite

Let’s puzzle!

Lu

“Não se faz nada sem forças, e essas forças é preciso conquistá-las à força.” (Dostoiévski)

Eu prefiro ser um nó fraco…e você?

Prosseguindo em meu caminho pelas redes socias, apresento aqui um conceito muito discutido, o capital social.

Capital social são os recursos acumulados através das relações entre pessoas, e por isso há um vasto campo de discussão em ciências sociais. Difere-se do capital humano, que é o conhecimento acumulado individualmente, e que para se tornar social, precisa estar a serviço de toda comunidade, permitindo assim que seus membros usufruam e produzam um bem-estar coletivo (este é o ideal, vide o massacre norueguês totalmente sem sentido…). Assim, quando a sociedade se mobiliza em prol de sua participação cívica, acumula informações e conquistas, produzindo assim o capital social.

Este conceito é muito vivo dentro de um campo de estudo, denominado análise de redes sociais (ARS), cujos especialistas importantes  são Putnam, Granovetter, Wellman,entre outros, e no Brasil, uma grande estudiosa do tema é a Raquel Recuero, que oferece um panorama acessível de ler,  cheio de conteúdo de qualidade. Sou fãzoca dela.

Dentro da ARS existe um conceito importante para refletirmos…somos nós fracos na rede? Isto é, percebe-nos como uma ponte entre dois grupos interessantes, permitindo que o capital social trafegue entre eles? Somos disseminadores de novas informações dentro do grupo? Isso porque o capital social pode se reduzir ou aumentar, dependendo de como o grupo o sustenta….

Isso me lembra o Latour…a diferença entre fato e ficção é o que se faz dele. Conhecimento acumulado sem movimentação não produz porta-vozes ou pontos de passagem obrigatória, ou seja, nós fracos circulantes.

Assim a tecnologia nos auxilia a manter nossa rede híbrida de conexões fortes (super clusterizadas, ou a turma do bolinha) ou fracas (um pouco menos populares as vezes, mas coadjuvantes necessários).

Então pare e repare: quem são meus grupos, como eu contribuo, enfim, como anda o capital social que eu ajudo construir…. E como andam meus laços? Se fortes então há a intenção de proximidade e de criar conexões. Se fracos, as relações são esparsas, com trocas dispersas. Isso difere da minha posição de nó fraco, ou seja há várias formas de analisar a rede: pela quantidade de conexões, pela posição da pessoa na rede, pelo conjunto de caminhos até acessar uma outra pessoa, etc.

Podemos perceber o capital social  em nossa vida, em nosso grupo, avaliando as relações que estabelecemos, os valores e normas compartilhadas entre o grupo, a base de conhecimento produzida e o grau de confiança coletiva estabelecida. Até mesmo institucionalmente, com estruturas que produzem regras de interação.

O tema é vasto, e dá água na boca…..então deixo aqui um texto da Raquel, que detalha muito mais sobre o tema.

Let´s puzzle!

Blog é o mais novo ator na Globo, já ouviu falar?

E não é que o BLOG fez a sua estréia como “ator” da novela Insensato Coração na Rede Globo? Depois de ter a sua carreira tão banalizada pelo excesso de exposição indevida (dizem por aí, que ele até aceitou papéis e roteiros inexpressivos). O nosso tão criticado personagem chegou ao horário nobre “causando”!

Tudo começou quando o personagem Kléber (Cássio Gabus Mendes) – repórter desempregado, apoiado pela sua filha, montou um blog chamado “Impunidade ZERO”.  Logo, no primeiro artigo, ele denunciou as falcatruas do banqueiro corrupto Cortez (Herson Capri), pois, mesmo estando munido de provas para condená-lo, não tinha espaço para ser ouvido.  Em outra cena, numa coletiva à imprensa, o banqueiro riu do jornalista quando este afirmou que iria denunciá-lo no seu blog pessoal e, ainda, disse ironicamente:

“- Blog? Eu pensei que só menininhas pré-adolescentes tivessem blog. Parabéns pelo empreendimento!”

Nas últimas semanas, o blog do Kléber levou o político corrupto para a cadeia (que acabou fugindo, mas essa é outra “realidade”) e denunciou a violência sofrida por homossexuais no Rio de Janeiro. Depois disso, acho que nem preciso dizer qual será o final dessa história, não é? Certamente, o “mocinho” não morrerá no final e ainda ganhará fama por tornar-se uma poderosa ferramenta nas mãos do seu porta-voz.

Ferramenta? Sim, o blog é apenas uma ferramenta para quem tem algo a dizer em qualquer lugar, mas também está disposto a ouvir, compartilhar e aprender. E por falar em aprender, quem está disposto a encarar esse desafio? Para o Kleber, também, não foi tão fácil assim. Ele foi o primeiro a achar que era tolice expor as suas ideias na internet, mas, sem outra opção, cedeu aos apelos da filha.

Reconheço que essa insegurança é normal diante de uma ferramenta onde o autor tenha que assumir a função de “um para muitos” e tenha que comunicar-se de maneira multimedial.  Principalmente os professores que ainda tem nas pontas dos dedos as manchas de “carbono do mimeógrafo”. Para eles, é duro encarar o desafio de “aprender a aprender” e reconhecer o grande potencial pedagógico das mídias sociais.

Muito além do que o blog tecnicamente representa, um educador encontra a possibilidade de assumir um papel de mediador de uma aprendizagem colaborativa, pois o seu papel sempre será de protagonista (mesmo fora do elenco da novela das 21h) frente à sua turma e em prol de um formação (co)laborATIVA .

Pena que Paulo FreireAnísio TeixeiraJohn Dewey não tiveram tempo de vida suficiente para criarem seus blogs. Mas não faltam blogs, sites e bibliotecas digitais que preservem e divulguem a memória desses grandes educadores.

Regozijo-me em saber que grandes educadores que se destacam pelo que pensam e escrevem e não precisam da Rede Globo para ficar famosos aderiram ao discurso aberto. Como por exemplo, José Manuel Moran , Simão Pedro, Gil Giardelli , Leonardo Boff , Raquel Recuero, Gustavo Guanabara dentre muitos outros nomes. E ainda, educadores que têm ganhado espaço com a relevância e qualidade dos seus posts também têm blog. Como por exemplo, o Reinaldo Vargas, a Raquel RFC, a Bete e não posso deixar de citar os meus alunos do curso de pós-graduação em Tecnologias na Educação na UFRJ que também têm blog:

Adriana da Silva: http://educartiblog.blogspot.com/

Ainoã Vieira: vivemosmatematica.blogspot.com

Anne:
http://tieduc.wordpress.com/

http://anneppoa.blogspot.com/

Antônio Cordeiro: http://dosvoxforum.com.br/elgg18/profile/antonio.cordeiro

Antônio Jorge: http://educafree.blogspot.com/

Antônio Normandia: http://antonionormandia.blogspot.com/

Bárbara Borges: http://barbieambiente.blogspot.com/

Cristina Mesquita: http://cristinamesquitainceufrj.blogspot.com/

Fabiana  Lima: http://educandocomti.wordpress.com/

Helez Merlin : http://www.amamosfisica.blogspot.com/

Marcelo Massao: http://dosvoxforum.com.br/elgg18/blog/owner/massao

Monique Carvalho: http://tieducando.wordpress.com/

Olívia:  http://sobreead.wordpress.com/

Raquel:  http://wawrwt.wordpress.com

Risomar:  http://rizzotrc.wordpress.com

Rodolfo: http://epaolucci.wordpress.com/

Suzane Moreira: http://suzanemoreira.wordpress.com/suzane/

Tatiana Ribeiro: http://portaldatecnologiaeducacional.blogspot.com/

Tiago Paixão e Sérgio Britto: http://sbritoeducar.blogspot.com/

E a lista é infinita… Grupos como  EduFuturo, educadores do RioAlô Professor também tem blog! Por esse caminho, será que até Deus tem blog?

 

Let’s puzzle!

Tumblr. Apenas mais uma rede social ou uma nova maneira de compartilhar conhecimentos?

Por Rafael Rodrigo*

Atualmente nos deparamos com uma infinidade de Redes Sociais que tem como principal objetivo permitir que pessoas próximas ou distantes possam interagir trocar experiências, conhecimentos e etc. Todas as redes sociais possuem uma característica em comum, que é a grande aceitação por parte do publico jovem, apesar de que hoje em dia, o publico adulto e principalmente o idoso começa a aderir as mídias sociais com mais freqüência.  Poderíamos falar detalhadamente sobre cada uma delas, mas nos concentraremos em uma nova ferramenta Online de compartilhamento de Informações: O Tumblr.

                O Tumblr é uma plataforma de Blogs criada por David Karp e Marco Arment no ano de 2007 e que hoje ultrapassa a marca de 15 milhões de Blogs hospedados nos seus servidores. O Blog permite a criação e edição de Textos, a divulgação de fotos, de músicas, vídeos, citações e links, tudo de maneira compartilhada integrada com as outras principais redes sociais disponíveis (Facebook, Twitter, Youtube, Flickr e etc.)

                O Tumblr se diferencia do WordPress pela sua facilidade (ainda maior!) de edição e criação de um perfil publico. Os perfis criados no Tumblr possuem como endereço um nome escolhido pelo blogueiro, o nome da plataforma e o endereço web de hospedagem. Ex: http://artebraszil.tumblr.com/. O charme do Tumblr é a sua opção “Reblog”, que permite que qualquer pessoa compartilhe todos os itens que considerem relevante para os seus seguidores através do seu perfil.Exemplo: Você gostou da foto que um amigo postou no seu perfil público? Pressionando Reblog os seus amigos verão essa imagem e ela será automaticamente redirecionada para o seu perfil. Você ainda tem a possibilidade de adicionar comentários e apagar ou complementar algo que alguém que compartilhou aquela imagem antes de você o fez. Isso torna o serviço bem interessante, pois a pessoa que fez o upload daquela imagem inicialmente sempre terá o seu nome citado na imagem cada vez que ela for compartilhada.

Abaixo, um recorte da tela inicial do Tumblr e suas principais opções:

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/link/preguicoso-e-social/

O Tumblr possui algum valor educacional?

                Essa é uma pergunta que todas as pessoas que trabalham com educação se perguntam: Como utilizar essas ferramentas tão populares como um meio de auxiliar as atividades de sala de aula ? A resposta é simples: Conhecendo-a e usando a criatividade.

Vejamos algumas atividades que podem se desenvolvidas com o auxílio do Tumblr:

          1.       Criação de um perfil da turma onde serão postadas todas as atividades realizadas dentro de um ano letivo ou período pré-definido

          Essa opção permite acompanhar todas as atividades desenvolvidas durante o período e será de grande utilidade para turmas posteriores, que terão um vasto material para consulta. Além de começarem a se integrar definitivamente na era do compartilhamento de saber e conhecimentos.

2.        Pesquisa de material direcionado para aulas de história ou Geografia

Pelos mecanismos de busca do Tumblr, é possível pesquisar por Tags especificas como, por exemplo: “Arte Moderna” ou “Segunda Guerra mundial” ou “Cinema Nacional”. Através da pesquisa é possível encontrar opiniões bem interessantes sobre os assuntos citados, advindos de diversas pessoas com conhecimentos e idéias muito diferentes das nossas.

        3.        Compartilhamento de forma simples e rápida de um trabalho escolar usando texto, imagens, músicas e vídeos

Independente da matéria lecionada, o professor pode sugerir aos alunos agregarem os seus trabalhos na plataforma, utilizado todas as opções de multimídia disponíveis.

Poderíamos citar diversas possibilidades educacionais da ferramenta. Mas é importante ressaltar que o Tumblr não foi desenvolvido especificamente com objetivos pedagógicos. Cabe ao professor moderar, acompanhar e observar o andamento das atividades de forma que o objetivo principal não seja desviado.

Bem orientado, o Tumblr surge como mais uma ferramenta de auxilio a educação, de acordo com as novas demandas do mundo atual que sugere um saber construído a partir do compartilhamento de idéias e informações. E principalmente, da divulgação em massa das mesmas.

* Rafael é professor de TI, e especialista em Informática educativa pela UFRJ.

Bibliografia utilizada:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tumblr

http://blogs.estadao.com.br/link/preguicoso-e-social/

http://artebraszil.tumblr.com/

Educação sem fronteiras

Passeando por uma escola em seu funcionamento normal, a situação mais comum é vermos as salas fechadas, corredores em silêncio até tocar o sinal e começa aquela correria, o semblante despreocupado dos alunos transparecem uma sensação de liberdade, é como sair de uma jaula. Bem essa sensação todo mundo já teve ou presenciou numa escola.
Mas a maioria também tem aquela lembrança de uma aula excepcional mas fora da sala de aula, sem os limites dos muros da escola, algo que não é uma coisa nova.  Aristóteles também preferia passear pelos pátios do liceu e suas aulas porque permitiam uma relação direta com o mundo que se discutia filosoficamente. Com esta inspiração imaginamos um portal onde fosse possível sair dos limites da escola usando a internet para permitir que a relação professor-aluno continuasse, a ele chamamos de Peripaton.

Peripatético , é a palavra grega para ‘ambulante’ ou ‘itinerante’. Peripatéticos (ou ‘os que passeiam’) eram discípulos de Aristóteles, em razão do hábito do filósofo de ensinar ao ar livre, caminhando enquanto lia e dava preleções, por sob os portais cobertos do Liceu, conhecidos como perípatoi, ou sob as árvores que o cercavam. Fonte: Wikipedia

Recursos disponibilizados neste portal tem a proposta de permitir uso de internet para fins educacionais, mas principalmente que permitam estabelecer a relação aluno-professor, e os colaboradores deste site, formam um grupo de Peripatéticos da internet pesquisando por novidades, discutindo e aplicando esses recursos de forma colaborativa.
No site são disponibilizados ambientes virtuais de aprendizagem como Moodle, ATutor, Dokeos entre outros OpenSource, além do PHPWebQuest recursos que permitam os professores testarem e conhecerem as ferramentas, discutir, ajudar e ser ajudado por outros usuários e principalmente relatar essas experiências num fórum.
Bem num mundo ideal esse portal seria uma forma de colaborar com os professores que pretendem usar a internet com seus alunos mas não dominam tecnologia e não podem fazer um investimento para criar um site pessoal, por isso o Peripaton seria gratuito.
Esse site foi criado em 2007 chegou a ter usuários interessados em utilizar o moodle em cursos de português para angolanos na França, além de diversos professores que utlizavam como repositório de material didático, mas infelizmente acabou fechando as portas no início de 2011 por falta de uma administração eficiente e de colaboração frequente para atualizar o portal.
Mas a proposta continua, aqueles que lerem este post, se comoverem e tiverem interesse em colaborar sejam bem vindos.

Ser ou não ser…..twitteiro

Em primeiro lugar, muchíssimas gracias a minha querida Lu Ricas, pelo lindo convite de me incluir à la Alice das Maravilhas, nessa caixinha de supresas…para vocês que não me conhecem..#soumestrandaUFRJeadororedesociaisnaeducacao

Muito bem, no meio educacional ainda escuto muito especialistas feras que não entendem o Twitter, embora percebam o quão valoroso é se infiltrar nessa super rede de conteúdo. Acho que meu ídolo de apropriação desta ferramenta  é @plevy porque é um vanguardista sem fim, além de uma pessoa irrevogavelmente positiva..ele diz em Inteligencia Coletiva, que o mundo só existe, pela força do bem…uma vez que o mal é destruição….se predominasse não restaria nenhum robô para contar o fim da estória.

Então, retomo a visão hamletiana, que improviso aqui : ser ou não ser…. eis a questão: será mais fácil sofrer na alma pedradas e flechadas nas redes sociais, ou pegar em armas contra o mar de angústias e combatendo-o  dar-lhes fim..morrer dormir, só isso…

e então..o #tristefinal é muita gente interessante ao nosso redor que se inscreve no Twitter mas não contribui….um verdadeiro rehab: “tentam me empurrar pro twitter eu digo não não….”

Posso dizer que 70% do conteúdo da minha dissertação foi retirada de referências do Twitter. Usei como ferramenta de percepção (que inclusive foi comprada pelo Twitter), o Tweetdeck.

Um adendo: Nada contra o G+, somente acho que acabou se tornando uma cópia do Facebook. Percebo que suas vantagens são integrar com as outras ferramentas  “gloobgle” a estilo “canivete suiço” e a possibilidade de se comentar as mensagens de amigos, algo que não é tão de vanguarda, já existia em microblogs como o Plurk, por exemplo. Bem, confesso que ainda não me maravilhei não. A medida que encontrar algumas ideias “eureka” sobre o G+, compartilho com vocês. Até tem integrador entre o Twitter e o G+….(pessoal é rápido mesmo…)

Só de e-books coletei uma variedade no Twitter, saídos fresquinhos da “prensa virtual” (a maioria creative commons, um luxo)…

Fica a dica, para aqueles professores que não se embrenharam ainda no mundo do microblogs…mantenha uma lista de amigos (aqueles que nós seguimos, nossos ídolos) de 100 a 140 pessoas no máximo. Revise com frequência sua lista de  seguidores, porque de vez em quando surgem uns parasitas spams com fotos sensuais…delete-os.

Identifique um tema de que goste e que possa contribuir com “a sua cara, do seu jeito”… pois a reputação na rede é fundamental…nada de ser lurker (“arroz de festa” rsrsrs). Compartilhe menos seu dia-a-dia e mais informações ou dicas que são relevantes para você…e para usar em sala de aula, que tal o Edmodo?, uma rede social que você pode configurar sua turma e trabalhar super bem lá!

Bom, esse foi um empurrãozinho de nada, nunca é tarde para o nosso auto-conhecimento socio-digital.

É isso ai! Até a próxima

e-Book: Para entender a Internet e as Mídias Sociais

Ao invés de sentir-se um “peixe fora d’água”, você, alguma vez, teve a impressão de que era um “peixe fora da rede”? Alguma vez teve a sensação de acordar após uma noite de sono qualquer e perceber que ficou para trás no tempo e no espaço? Sentiu vontade de perguntar por que a “revolução tecnológica” não foi televisionada?

Fique tranquilo, pois, certamente, você não é o único!

Muitos professores, alunos, empreendedores, comunicadores, desempregados, fofoqueiros, galanteadores e outros membros da sociedade civil não entenderam o motivo de tanta euforia em relação à internet e às mídias sociais. 

Além das dúvidas iniciais, surgem coisas que TODOS gostariam de saber, mas têm vergonha de perguntar: como muitos sites sobrevivem se quase tudo é grátis? Que papo é esse de realização profissional na rede? Qual a diferença entre blog e microblogging?

A dica é ouvir quem acordou mais cedo e fez a gentileza de preparar o café da manhã para os demais. Muitos e-books colaborativos estão sendo publicados e disponibilizados 100% free na web. Essa tem sido uma ótima maneira de reunir especialistas para discutir e compartilhar saberes sobre temas que ainda não possuem muitas referências.  O grande diferencial, nos e-books que indicarei, é a linguagem sintonizada a qualquer geração.

E-book: “PARA ENTENDER A INTERNET – NOÇÕES, PRÁTICAS E DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO EM REDE“, organizado por Juliano Spyer. A curiosidade deste e-book é que ele não possui editora, ficou pronto em 45 dias, foi lançado no dia 17/03, pelo Twitter, sem anúncio formal para a imprensa, cabe em um e-mail e recebeu mais de 500 recomendações espontâneas de leitura em apenas três dias. Entre os autores, Edney Souza –  o Interneyum dos blogueiros mais famosos do Brasil, é quem escreve sobre BLOG, Fábio Seixasum dos mais seguidos no Twitter @fabio_seixasfez o texto sobre MICRO-BLOGGING.

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Temas:

  • Noções: beta, capital social/Whuffie, teoria cauda longa, co-working, cultura do remix, cyberpunk, ética hacker, interatividade, metodologias ágeis, rede social, viral, Web 2.0
  • Práticas: blog, bridge-blogger, comunidades de prática, consumer-to-consumer (C2C), Creative Commons, fotografia digital, jogos eletrônicos, jornalismo colaborativo, micro-blogging, mobile, Open Space/Barcamp, peer-to-peer (P2P), podcast, propaganda on-line, wiki.
  • Desafios: brecha digital/exclusão digital, cyberbullying, ecologia digital, Lei Azeredo, Lei Eleitoral e internet, lixo eletrônico, pirataria, privacidade, spam, voluntariado em rede.

eBookO outro e-book “PARA ENTENDER AS MÍDIAS SOCIAIS” foi lançado no dia 25/04 e apresenta, antes de tudo, um conhecimento multifacetado e interdisciplinar para profissionais e pesquisadores que tenham as mídias sociais como foco. O download é gratuito e traz textos curtos que abordam temas transversais ao universo das redes de relacionamento, com o objetivo de estimular o debate e o compartilhamento de boas práticas. Além do material em pdf, é possível participar desse debate no Blog do ebook homônimo.

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Temas:

  • Bases, plataformas, linguagens, tecnologias e ambientes por onde as redes acontecem;
  • Mercado, comunicação e empresas;
  • Redação – o uso das mídias sociais pelo jornalismo;
  • Persona – dedicado à cultura pop e seus subprodutos;
  • Social – tocando em temas fundamentais para a sociedade que estão presentes, de modo significativo, nas redes de relacionamento.

É preciso multiplicar o debate, criar novas perspectivas e compartilhar as nossas experiências. #ficaadica

Welcome to e-readers!

@luricas

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