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Eu prefiro ser um nó fraco…e você?

Prosseguindo em meu caminho pelas redes socias, apresento aqui um conceito muito discutido, o capital social.

Capital social são os recursos acumulados através das relações entre pessoas, e por isso há um vasto campo de discussão em ciências sociais. Difere-se do capital humano, que é o conhecimento acumulado individualmente, e que para se tornar social, precisa estar a serviço de toda comunidade, permitindo assim que seus membros usufruam e produzam um bem-estar coletivo (este é o ideal, vide o massacre norueguês totalmente sem sentido…). Assim, quando a sociedade se mobiliza em prol de sua participação cívica, acumula informações e conquistas, produzindo assim o capital social.

Este conceito é muito vivo dentro de um campo de estudo, denominado análise de redes sociais (ARS), cujos especialistas importantes  são Putnam, Granovetter, Wellman,entre outros, e no Brasil, uma grande estudiosa do tema é a Raquel Recuero, que oferece um panorama acessível de ler,  cheio de conteúdo de qualidade. Sou fãzoca dela.

Dentro da ARS existe um conceito importante para refletirmos…somos nós fracos na rede? Isto é, percebe-nos como uma ponte entre dois grupos interessantes, permitindo que o capital social trafegue entre eles? Somos disseminadores de novas informações dentro do grupo? Isso porque o capital social pode se reduzir ou aumentar, dependendo de como o grupo o sustenta….

Isso me lembra o Latour…a diferença entre fato e ficção é o que se faz dele. Conhecimento acumulado sem movimentação não produz porta-vozes ou pontos de passagem obrigatória, ou seja, nós fracos circulantes.

Assim a tecnologia nos auxilia a manter nossa rede híbrida de conexões fortes (super clusterizadas, ou a turma do bolinha) ou fracas (um pouco menos populares as vezes, mas coadjuvantes necessários).

Então pare e repare: quem são meus grupos, como eu contribuo, enfim, como anda o capital social que eu ajudo construir…. E como andam meus laços? Se fortes então há a intenção de proximidade e de criar conexões. Se fracos, as relações são esparsas, com trocas dispersas. Isso difere da minha posição de nó fraco, ou seja há várias formas de analisar a rede: pela quantidade de conexões, pela posição da pessoa na rede, pelo conjunto de caminhos até acessar uma outra pessoa, etc.

Podemos perceber o capital social  em nossa vida, em nosso grupo, avaliando as relações que estabelecemos, os valores e normas compartilhadas entre o grupo, a base de conhecimento produzida e o grau de confiança coletiva estabelecida. Até mesmo institucionalmente, com estruturas que produzem regras de interação.

O tema é vasto, e dá água na boca…..então deixo aqui um texto da Raquel, que detalha muito mais sobre o tema.

Let´s puzzle!

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