Abrindo a “my TIC box”…

Dizem por aí que faço parte da famosa “Geração X”. Longe das denominações que nos limitam, mas paradoxalmente cheia de saudosismos típicos dessa geração, sou do tempo em que entregar um trabalho escolar datilografado era sinônimo de ter acesso a “melhor mídia da época”, enquanto que a grande maioria tinha de optar pelo “papel almaço pautado”. Tempo esse que fazer um trabalho em grupo era o melhor pretexto para brincar na casa dos colegas da turma. Nessas ocasiões, levávamos cartolinas que seriam rodeadas por babados kitchs de papel crepom e ilustradas com figuras recortadas da Enciclopédia “Novo Conhecer”. O mais engraçado era perceber que, no dia seguinte, os outros alunos da turma haviam tido as mesmas ideias e opções.

O dia-a-dia foi sendo permeados por novidades tecnológicas e transformados por fatores socioeconômicos que ofereceram ferramentas facilitadoras, mas que, por sua vez, acirraram diferenças (mas essa será uma outra história…)

Os vinis coloridos do “Fofão”, os CDs, o “walk-man”, o Ipod, as tardes jogando Atari, as noites em jogos de imersão virtual, a primeira ligação em um orelhão público, o celular, a linha cruzada, os chats, a internet discada, a internet móvel… Sim, eu me diverti e aproveitei muito as últimas décadas, mas o saudosismo é uma doce lembrança usada apenas para ilustrar o processo de transição de gerações e tecnologias. Orgulho maior é manter a expectativa de aprender e a paixão de ensinar e, ainda, apropriar-se de tecnologias para compartilhar e construir novos saberes.

Porque “entender a evolução do mundo é uma busca que pode nos manter jovens para sempre”. É esse perfil que o vídeo “We All Want to Be Young” traça em 9 minutos de frases e imagens, de informação preciosa, de respostas para uma pergunta simples: como não sentir-se um “peixe fora d’água” no mundo de hoje?

Este filme possui licença aberta pelo Creative Commons.

Enfim, seja bem-vindo!

@luricas

 

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